Thursday, 10 July 2008 14:51
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"Mas o PAI, que está em mim, esse é que faz as obras" (João c.14 v.10)
Desde o início de sua peregrinação sobre a terra, mesmo no período de sua adolescência, INRI CRISTO ouvia uma ou outra pessoa agradecer-lhe por haver sido mitigado seu sofrimento. Todavia, esta atitude ocorria tão raramente que poderia ser considerada coincidência, mas, casualmente ou não, com freqüência alguém intuitivamente se aproximava de INRI e solicitava que ele colocasse sua mão em alguma ferida ou em algum local enfermo.
Porém, a constante mudança de cidades e de países e o fato de ele ainda não haver se purificado e santificado no jejum propiciavam-lhe tão somente homeopáticos sinais de seu verdadeiro potencial e da santidade veemente e eminentemente ocultada em seu invólucro carnal. Até então, as curas efetuadas por suas mãos ou em conseqüência de suas poderosas palavras, apesar de insofismavelmente louváveis como a extinção de cânceres, úlceras, a completa recuperação de tuberculose e outras infinidades de moléstias, todas vindas do pecado, não produziam aos olhos humanos nenhum efeito digno de reconhecimento e de identificação do Filho de DEUS por não aportar nenhuma conotação cinematográfica.
Quando, em praça pública, INRI CRISTO deparava-se com os paralíticos, os contemplava meditativo e, compadecido, tentava lembrar como antes de ser crucificado os fazia andar, e sentia seu coração bater mais forte, avisando-lhe que havia uma barreira a transpor e uma força condensada em seu interior prestes a eclodir.
Certa vez, depois de falar ao povo mexicano no quiosque da Alameda, no coração da cidade do México, foi convocado por Martha Strauss a comparecer ao Instituto Mexicano de Parapsicologia, situado na calle Dolores, nº4, e, ao avistar Martha, diretora do mencionado instituto, ela o convidou a entrar numa sala na qual se encontrava uma formosa jovem de 17 anos acompanhada de seus familiares, que estavam com os olhos vermelhos de tanto chorar. E Martha disse: “Esta jovem está com hora marcada na clínica para amputar a perna, vítima de câncer; ela veio ao instituto trazida por seus familiares numa última e desesperada tentativa. Mas nós não fazemos milagres e, quando a vi, logo pensei em te experimentar; se és CRISTO, salva-a!”
INRI CRISTO, compadecido, olhou para aquele rosto juvenil cheio de lágrimas. Invocando seu PAI, SENHOR e DEUS, colocou afável e suavemente a mão na cabeça da enferma e, sentindo seu coração se encher de júbilo pelo fantástico e misterioso poder que de sua mão emanava, disse-lhe: “A tua fé te salvou, minha filha.”
INRI CRISTO foi informado posteriormente que o médico, estupefato, ao proceder a um novo exame, considerou desnecessária a mutilação cirúrgica.
Este evento teria sido armazenado no depósito das hipotéticas coincidências, mas, quando INRI CRISTO estava acompanhado de seus servos mexicanos Martin Islas e David Dalli, foi abordado por um casal cuja mulher em delírio gritou seu nome e perguntou-lhe: “Mestre, não te recordas de nós? Nós somos de El Salvador; eu sou amiga daquela paralítica que esteve contigo antes da tua partida e que, depois de quase vinte anos numa cadeira de rodas, voltou a andar. Vê o que tuas mãos fizeram!”
Este impactante testemunho e estas palavras, vindas de alguém que viu caminhar uma ex-paralítica, foram suficientes para detonar o mecanismo psíquico que facultou a INRI uma visão nítida do poder místico que até então ele sentia em seu interior mas não sabia como exteriorizar. A partir daquele instante, ele foi transportado ao longínquo passado de quase dois mil anos, na época precedente à sua crucificação, e viu, transpondo a barreira do tempo como que por magia divina, seu cérebro ser momentaneamente transformado em algo semelhante a um projetor de filme que, no retrocesso do tempo e comungando na eternidade com o infinito, lhe possibilitava entender como utilizava o poder de seu PAI, SENHOR e DEUS para fazer os paralíticos andarem, os cegos verem e os mudos falarem, bem como extinguir toda sorte de enfermidade humana cientificamente incurável.
Na continuação de sua peregrinação, quando em praça pública avistava um paralítico perguntava-lhe: “Crês que sou CRISTO?” Quando a resposta era afirmativa, colocava suas imaculadas mãos sobre a cabeça do enfermo e os sinais se evidenciavam. Porém, a cura só podia ser obtida por aqueles que acreditavam que INRI CRISTO é o Primogênito de DEUS, pela simples razão de a enfermidade ser fruto do pecado e a cura completa ser o perdão. E só INRI CRISTO, o Filho de DEUS, tem poder de perdoar pecados. Todavia, INRI mesmo advertiu no tempo em que se chamava Jesus: “Orai e vigiai que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, farão prodígios e enganarão a muitos, até mesmo os eleitos se possível fosse" (Mateus c.24 v.5 e 24).
Os filhos do demônio assim o fazem; no entanto, estes prodígios são ilusórios e os aparentes benefícios são em seguida transformados em maldição, porque, se o satanás dissimula curar uma dor de cabeça ou uma enxaqueca usando o nome de CRISTO, depois ele quer, em troca, o corpo e a alma e castiga suas vítimas com enfermidades incuráveis. E, na ignorância, estes infelizes se escravizam num paroxismo de dor e gemidos na redenção de tributos ao enganador, sem saber que são escravos do príncipe das trevas, pois, no intuito de enganar, os servos de belzebu se apresentam em nome de CRISTO.












