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Capítulo extraído do livro O Tempo, pág. 22.

Em 1979, quando o SENHOR DEUS revelou a identidade de INRI CRISTO no jejum em Santiago do Chile, tão logo Ele deu-lhe a saber que isto não era motivo de júbilo, alegria. O SENHOR, DEUS de Abraão, de Isaac e de Jacob, mostrou-lhe que, por ser Seu Filho, INRI CRISTO teria que enfrentar o ódio de todos aqueles que se dizem seus servos, mas na verdade são os fariseus contemporâneos e servem aos inconfessáveis interesses do principado das trevas, os mesmos que há dois mil anos gritaram: “Crucifique! Crucifique!”. Eles reencarnaram e se escondem sob o rótulo de “cristãos”, “crentes”, “evangélicos”.

Até então, INRI CRISTO não tinha consciência de sua condição, pois estava cumprindo o que está previsto nas Sagradas Escrituras com relação ao seu retorno (“Se não vigiares, virei a ti como um ladrão e não saberás a que hora virei a ti” – Apocalipse c.3 v.3 / ver Enigma do Novo Nome no livro DESPERTADOR 1ª parte). Seu PAI disse ainda que INRI CRISTO não poderia revelar sua identidade a ninguém até que algum meio de comunicação o fizesse como se por equívoco fosse.

INRI CRISTO percorreu toda a América Latina apresentando-se como enviado de DEUS, mas ainda sem afirmar ser o mesmo Cristo crucificado há dois mil anos. Muitos olhavam e viam quem ele é, todavia INRI CRISTO tinha que se manter em silêncio. Finalmente, chegando à capital do México, para cumprir o que seu PAI lhe falara, o jornal Ovaciones assim escreveu: “INRI, el Cristo, habla al pueblo y cura los enfermos en el quiosque de la Alameda”. Deste dia em diante desceu sobre ele um grande peso, uma enorme responsabilidade, pois só então passou a realmente sentir o ódio de seus inimigos, inimigos do Reino de DEUS, cumprindo-se o que ele mesmo disse aos discípulos com relação ao seu retorno: “Mas primeiro (antes de seu dia de glória) convém que ele (Cristo) sofra muito e seja rejeitado por esta geração. Assim como foi nos tempos de Noé, assim será também quando vier o Filho do Homem” (Lucas c.17 v.25 a 35). Dando continuidade à sua peregrinação sobre a Terra, passou a afirmar sempre, onde quer que fosse, ser o Primogênito de DEUS, o mesmo Cristo que crucificaram.

Em 1980, quando INRI CRISTO chegou à França expulso da Inglaterra, alojou-se no aposento nº 19 do Hotel des Deux Gares, que se situa na rua do Faubourg Saint-Denis, nº 162, em Paris. Nesta ocasião, seu PAI, SENHOR e DEUS disse-lhe: "É chegado o momento de destruir pelo fogo todos estes documentos, porque o nome neles escrito não corresponde à verdade, não é teu nome verdadeiro. Até aqui Eu te escondi como um ladrão (Apocalipse c.3 v.3) através destes documentos para te proteger dos herodes deste século, que são os príncipes das igrejas e os falsos profetas. Mas agora é necessário que os destruas pelo fogo, a começar pelo passaporte. Agora se inicia o período mais doloroso de tua reprovação, pois, sem documentos, todos te repudiarão, à exceção de alguns filhos meus que te reconhecerão. Serás prisioneiro, expulso e humilhado, todavia Eu serei contigo. E no final de teu padecimento e reprovação, farei com que as autoridades terrestres te concedam documentos oficiais com o teu legítimo nome que pagaste com o teu sangue na cruz. Quando o Brasil reconhecer tua identidade poderá ostentar legitimamente a dignidade de país cristão. A partir daquele dia, será maldito qualquer ser vivente que te chamar por outro nome após tomar consciência de tua verdadeira identidade e de teu verdadeiro nome, que é INRI CRISTO. Enquanto não te reconhecerem oficialmente no Brasil como INRI CRISTO, meu Filho, assume tua condição de apátrida". O SENHOR mostrou a INRI CRISTO que, se ele fosse brasileiro, teria direito de ser recebido na Inglaterra, posto que o passaporte é válido para todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas. Ou então, deveriam tê-lo expulsado para o Brasil, a terra onde o Filho de DEUS reencarnou, e não para a França, então considerada o refúgio dos apátridas.

Obediente à ordem do SENHOR, INRI CRISTO incinerou o passaporte que carregava e passou a caminhar sobre a terra como apátrida. Seguiu em direção à Bélgica e Luxemburgo, depois voltou à França (ver O Apátrida e Uma Noite em Paris no livro DESPERTADOR 1ª parte). Nove meses mais tarde, recebeu ordem do ALTÍSSIMO de regressar ao Brasil assumindo definitivamente sua identidade como INRI CRISTO. Apresentou-se à Polícia Francesa acompanhado de alguns filhos franceses que o reconheceram, testemunharam perante os policiais que seu nome é INRI CRISTO.

As autoridades francesas concederam-lhe uma declaração e o encaminharam ao Consulado Brasileiro, na Avenida Champs Elysées, em Paris, onde o Filho de DEUS obteve um título precário válido por 24 horas. A este título anexaram uma foto 3x4 e escreveram seu nome INRI, que lhe custou o preço do sangue na cruz (“Ao que vencer... escreverei sobre ele o nome de meu DEUS... e também o meu novo nome” - Apocalipse c.3 v.12). Em 18/03/1981, INRI CRISTO retornou ao Brasil.

Chegando a Salvador (BA) em 19/03/1981, logo no aeroporto Dois de Julho foi retido posto que o tempo havia se exaurido, 24 horas se passaram. Aquele título já sem validade passava de mão em mão entre os policiais. Uns trocavam olhares e cochichos, outros davam risadas. Perguntaram o que veio fazer em Salvador. INRI CRISTO respondeu-lhes que viera ao Brasil cumprir a missão confiada pelo seu PAI. Finalmente, mesmo estando sem documentos, eles o liberaram e no dia 22/03/1981, na solidão de um quarto de hotel, completou 33 anos. INRI CRISTO deu início, então, à sua peregrinação pelo Brasil. De norte a sul, de leste a oeste, percorreu todo o país falando ao povo nas praças públicas, nas rádios e nas televisões.

Quando INRI CRISTO esteve em Belém do Pará pela primeira vez, um hóspede do hotel onde ele estava denunciou-o à Polícia Federal. Alegou que lá havia um judeu sem pátria e sem documentos, inquirindo os agentes se não iriam tomar uma atitude. Diante disso, INRI CRISTO foi detido como apátrida pela Polícia Federal, que o liberou imediatamente após havê-lo reconhecido como Filho de DEUS. Em Manaus, o D.O.P.S. deteve-o, todavia logo o liberou após reconhecê-lo publicamente, evento registrado pelos jornais locais. Em Boa Vista (Roraima), a Polícia Federal deteve-o bruscamente no aeroporto por não portar documentos. Após longo interrogatório, os policiais colocaram em sua sacola 100 Cruzeiros (moeda da época) no afã de ter parte na missão de INRI CRISTO, pronunciando a tradicional frase: “Desculpe-nos, é difícil crer que Cristo reencarnou!” O mesmo sucedeu no Rio de Janeiro (onde o delegado Guerlan Moraes pediu-lhe a bênção, conforme registro jornalístico no livro DESPERTADOR 2ª parte), em Goiânia, em Cuiabá, etc. (ver Confirmação da Identidade de INRI CRISTO no livro DESPERTADOR 1ª parte).

Em 1982, por ocasião do Ato Libertário perpetrado no interior da catedral de Belém, que culminou com o nascimento da Nova Ordem Católica, SOUST (Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade), pela segunda vez as autoridades constituídas reconheceram oficialmente sua identidade como INRI CRISTO, conforme é possível atestar na ficha carcerária registrada pelo presídio “São José” (ver livro DESPERTADOR 2ª parte). INRI CRISTO saiu do presídio após quinze dias sem depender de advogados, para espanto de todos aqueles que se posicionaram contra o Reino de DEUS. Veio então a Curitiba oficializar a fundação da SOUST, sua nova e única igreja, pois o SENHOR determinou e está registrado nos estatutos que a sede provisória deveria se situar na capital mais elevada do país (Curitiba) depois da capital federal, Brasília, onde será a sede definitiva por ocasião da consolidação do Reino de DEUS sobre a terra.

No dia 29/09/1982, a fim de se harmonizar com as leis terrestres, seu PAI ordenou que se registrasse oficialmente como INRI CRISTO. Cumprindo a ordem do ALTÍSSIMO, apresentou-se com duas testemunhas no 1º Ofício do Distrito de Curitiba conforme determina a lei, declarando que seu nome é INRI CRISTO e que nunca fora registrado, como efetivamente INRI CRISTO nunca havia sido registrado. O certificado de nascimento foi deferido pelo juiz Dr. Nelson João Klas, com o qual INRI CRISTO registrou seu novo nome nos órgãos públicos competentes. Obteve todos os seus documentos (passaporte, identidade, CPF, etc.) nos quais constava o seu nome INRI CRISTO.

Desde então INRI CRISTO continuou peregrinando por diversos países, voltou à França, onde fundou a sucursal francesa (“Succursale française du Suprême Ordre Universel de la Santissime Trinité (S.O.U.S.T.). Objet: institution du royaume de Dieu sur la terre à travers Inri Cristo, mentor spirituel du S.O.U.S.T., fils unigénite et primogénite de Dieu”, extrato do Journal Officiel de la République Française publicado em 29/11/1983). Mas seu PAI, que tudo sabe e tudo vê, o havia avisado que um dia viria de Brasília um indivíduo a tirá-lo do ostracismo. Malgrado de forma negativa e espetaculosa, José Honorato de Oliveira Júnior (vulgo XP) realizou este intento.

Em 1980, quando INRI CRISTO falou sobre o futuro do Brasil aos parlamentares em Brasília a convite do então presidente da Câmara dos Deputados, Flávio Marcílio, o corretor de imóveis João Otávio Linhares Cavalcante, membro Rosacruz (AMORC), apresentou este indivíduo a INRI CRISTO como jornalista, integrante graduado da ordem. Quando soube da fundação da SOUST, ele veio a Curitiba, solicitou insistentemente, por diversas vezes, o ingresso ao Corpo Eclesiástico até ser aceito. Após três meses de convívio sob o regime disciplinar, comportando-se intencionalmente de forma ilibada a fim de conquistar a confiança dos integrantes da SOUST, aproveitou a ausência de INRI CRISTO (que estava em Lima - Peru) e, na madrugada do dia 04/05/1986, quando todos dormiam, arrombou a tesouraria, roubou todas as economias da casa do SENHOR, os arquivos, um gravador National e um mini aparelho de televisão Philips. Cortou o fio do telefone, o cano do óleo do freio da Kombi da instituição e fugiu, posto que na época ainda não fora estabelecido o sistema de guarda e segurança no Reino de DEUS.

Só após exteriorizar sua condição de traidor, a assessoria jurídica da SOUST teve informações de que, assim como Judas Iscariotes, ele era ladrão, tinha antecedentes criminais por estelionato e roubo. Dentre algumas das vítimas constantes em seu libelo criminal, estavam dona Laisi, proprietária do hotel San Paul em Brasília (a qual informou que o hotel Eron fora acometido pelo mesmo golpe), outrossim Mario e Lúcia Garófalo, proprietários da Super Rádio FM, também em Brasília. Com essas pessoas e organizações, José Honorato se conduziu da mesma maneira que na SOUST: comeu, bebeu, roubou e protegeu sua fuga com uma campanha de difamação e calúnias contra suas vítimas (de acordo com o depoimento da então Secretária de Relações Públicas da SOUST, Irmã Apillar, datada de 03/03/1989, arquivado na 8ª Vara da Justiça Federal do Paraná). Por conta deste episódio, DEUS ordenou a INRI CRISTO que estabelecesse aos neófitos sete meses de aspirantado antes de conceder as vestes eclesiásticas a fim de submetê-los ao rigoroso teste de vocação a discípulo.

Natural de Goiânia, José Honorato morou e atuou sempre na capital federal. Nunca residiu no Rio de Janeiro, entretanto foi lá que fraudulentamente obteve da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) a carteira de jornalista falsa (MT 14823/66 - RJ). Segundo as informações obtidas na investigação, jamais freqüentara uma faculdade de jornalismo. Dando seqüência a seu diabólico plano doentio, objetivando inverter a condição de delinqüente para a de acusador, mancumunado com as forças do mal, serviu-se do extinto jornal da sinistra imprensa marrom Correio de Notícias de Curitiba para realizar uma violenta campanha de difamação contra o Filho de DEUS durante vários dias. As calúnias foram absurdas, bobas, imbecis. No intuito de incitar, exaltar os ânimos da polícia brasileira, disse que INRI CRISTO havia escarnecido da polícia de vários países. Entre as sandices, chegou ao ponto de inventar que INRI CRISTO dava lingüiça envenenada aos cachorros dos vizinhos, quando na verdade INRI CRISTO ama os animais.

Ironicamente, certa ocasião, estando no terraço da casa do SENHOR, ele mesmo presenciou INRI CRISTO dar ordem para que alertassem a vizinha em tempo de salvar seu cachorro de ser capturado pelo carro da prefeitura. Posteriormente, por força da maldição do ALTÍSSIMO, este jornal faliu e o homem que articulou a veiculação da matéria, Tony Luna (ex-apresentador do telejornal do canal 12 em Curitiba), faleceu acometido pelo câncer. O odor emanado de suas entranhas era tão nauseabundo que nem mesmo os enfermeiros suportavam acercar-se, conforme relatou uma enfermeira freqüentadora da SOUST que testemunhou o fenecimento do infeliz, no cumprimento da justiça divina. É o tempo.

Através desta perniciosa campanha difamatória as autoridades foram fustigadas a iniciar um processo de falsidade ideológica contra INRI CRISTO, pois o referido jornal lançou dúvidas sobre sua identidade. A denúncia foi recebida em 28/05/1986. Intimaram-no a comparecer perante a delegacia da Polícia Federal. O SENHOR avisou-lhe que iriam confiscar seus documentos, mesmo assim INRI CRISTO deveria levá-los consigo. Apresentou-se na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde o submeteram a longo interrogatório e, obviamente, como seu PAI avisara, confiscaram seus documentos. Mas, inusitadamente, ao mesmo tempo em que o delegado da Polícia Federal, Dr. Reginaldo Silva Araújo, os retivera por ser induzido a duvidar de sua legitimidade, sentiu-se impelido a conceder ao Filho de DEUS fotocópia de todos eles, autenticada pela própria polícia; estão arquivados na SOUST. Finalmente INRI CRISTO foi liberado e voltou à sua condição de apátrida, porque com seus documentos foi-lhe tirada também a nacionalidade.

Acusado do crime de falsidade ideológica, na primeira instância o juiz da 8ª Vara Federal Dr. José Almada de Souza interrogou INRI CRISTO longamente e viu quem ele é, reconheceu sua identidade. Ao término do interrogatório, em presença do policial, da escrivã e dos demais presentes, o juiz estendeu-lhe a mão, mas o Filho de DEUS não pôde retribuir o cumprimento, pois desde o jejum o SENHOR disse que só pode usar as mãos para abençoar. INRI CRISTO colocou suas mãos na cabeça do magistrado. Seu procurador jurídico, Dr. Edson Centanini, chegou até a dizer: “Mestre, nesses trinta anos que atuo como advogado nunca vi um juiz estender a mão a um réu. E agora o Dr. Almada veio lhe dar a mão e o Mestre não correspondeu. Ele podia até se ofender!” INRI CRISTO explicou-lhe que assim procedera em obediência ao SENHOR. Se houvesse dado a mão ao juiz teria prevaricado, arranhado sua legitimidade, mas, ao contrário, em colocando as mãos sobre a cabeça do magistrado estava concedendo-lhe a bênção.

Nesta ocasião, como o juiz reconhecera INRI CRISTO, se dependesse dele o processo estaria encerrado. Não obstante, também compreendeu que se o liberasse estaria confessando sua identidade e, por conseguinte, ele seria então qualificado de louco. Para não correr risco, segurou o processo durante longos anos. Contra INRI CRISTO havia uma única testemunha, o pseudojornalista que provocara o início do processo através da campanha difamatória.

Tendo chegado o dia da oitiva, estando presentes as testemunhas da defesa, o representante do Ministério Público, João Gualberto Garcez Ramos, vilipendiando o artigo 5º da Constituição e os artigos 18 e 20 da Declaração Universal dos Direitos do Homem (efetuada pela ONU, da qual o Brasil é signatário), requereu a suspensão da sessão pedindo ao juiz que INRI CRISTO fosse internado num manicômio, submetido a exame médico legal, e que se nomeasse um curador para assumir sua igreja, qualificando-o de louco pela maneira de se vestir. Sendo passada a palavra à defesa, esta sabiamente manifestou-se alegando que não estava em questão a sanidade mental do acusado e sim sua identidade.

Diante deste impasse, o Dr. Almada requereu dez dias para deliberar. Nesse ínterim, o ALTÍSSIMO determinou que INRI CRISTO fosse pessoalmente diante do juiz a fim de avisar-lhe que aquele procurador não era da República do Brasil e sim de Roma. O procurador jurídico de INRI CRISTO disse que não é regular um réu procurar o juiz enquanto ele está decidindo. Mas como era uma ordem do SENHOR, INRI CRISTO atropelou a regra e o juiz o recebeu. INRI CRISTO explicou-lhe que o procurador que pediu sua interdição não era da República do Brasil e sim de Roma, ou seja, estava sob ordens de Roma. Roma é que na verdade queria interditar sua igreja e a ele como cidadão, cerceando-o de seus direitos constitucionais, como já tentara, sem sucesso, ao pressionar o Poder Judiciário do Estado do Pará por ocasião do Ato Libertário perpetrado em 1982, conforme na época noticiou amplamente a imprensa local. Quando INRI CRISTO falou estas coisas o juiz ficou taciturno, pálido, estarrecido. Como ele podia ter se ofendido por seu colega estar sendo acusado, pois oficialmente ambos eram servidores do Poder Judiciário Federal, INRI CRISTO esperou no silêncio se o juiz Dr. José Almada de Souza lhe daria voz de prisão ou se aceitaria extra-oficialmente aquela grave denúncia. O silêncio dele falou por si só. Passado aquele período de tensão, como o juiz não se pronunciou, INRI CRISTO pôs fim ao colóquio pedindo ao seu PAI, SENHOR e DEUS que o abençoasse e retirou-se.

Decorridos os dez dias, finalmente ele deu continuidade ao processo indeferindo o pedido do representante do Ministério Público. Argumentou que o julgamento não era sobre as vestes de INRI CRISTO, o que estava em questão não era sua sanidade mental nem sua maneira de vestir e sim a acusação de falsidade ideológica. Como ele vislumbrara o ódio, a perseguição que havia contra INRI CRISTO e consequentemente haveria contra ele se o absolvesse, resolveu engavetar o processo em casa durante aproximadamente dez anos. Neste longo período, INRI CRISTO permaneceu confinado nos limites do território nacional na condição de apátrida, tendo como único documento de identidade a declaração efetuada por Magdalena Thais e Wilhelm Thais, o casal que o criou na infância. Nomeou uma Secretária Plenipotenciária que assinasse por ele na instituição (SOUST) e continuou esperando.

Em 31/07/1995, como ocorre num tribunal de exceção (em que o réu não vê o rosto do julgador), o juiz federal Nivaldo Brunoni, cujo rosto INRI CRISTO nunca viu, julgou-o ao arrepio do princípio jurídico “una testemunha, nula testemunha”, mormente considerando que a única testemunha tinha notório precedente criminal, ao passo que a favor de INRI CRISTO foram apresentadas várias testemunhas e farta prova documental. Mas tudo isso fazia parte do que está previsto em Lucas c.17 v.25 a 35 (“Mas primeiro (antes de seu dia de glória) é necessário que ele (Cristo) sofra muito e seja rejeitado por esta geração. Assim como foi nos tempos de Noé, assim será também quando vier o Filho do Homem”). A sentença não passou de uma vã tentativa de condenar INRI CRISTO pois, como o tempo atua a favor do Filho de DEUS, ao final ele foi absolvido. Havendo transcorrido lapso temporal de mais de oito anos, o juiz sem rosto teve que declarar a pena prescrita.

Em 29/09/1995, novamente o procurador de Roma, inconformado, apelou ao Supremo Tribunal Federal. Não obstante, em 29/09/1998 os juízes da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal, inspirados por DEUS, iluminados, por unanimidade negaram provimento ao recurso do Ministério Público, ou seja, votaram a favor da restituição ao Filho de DEUS de seu direito à cidadania. INRI CRISTO pôde, então, fundamentado no artigo 58 da lei 6015/73, com nova redação dada pelo artigo 1º da lei 9708/98 promulgada pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, reivindicar junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, na Vara de Registros Públicos, o direito de ter seu nome INRI CRISTO nos documentos.

Na primeira instância, em 08/12/1998, o juiz titular, Dr. Wolny Furtado de Andrade, indeferiu o requerimento atendendo ao parecer do Promotor de Justiça, Dr. Roberto Aires de Toledo Arruda, que nos autos se opôs veementemente à reivindicação. Pré-julgando, manifestou-se nos seguintes termos: “...O interessado parece não ostentar adequado equilíbrio ao fazer o requerimento que aqui faz, tendo em especial conta a arrogante pretensão de ter por pré-nome as iniciais que, segundo o texto bíblico, encimam a cruz onde morreu pregado o Filho de DEUS. Pode se fazer profundamente ofensivo a verdadeiros cristãos e que se for assim não pode um poder do Estado, o Poder Judiciário, emprestar a majestade de suas funções para instrumentalizar tal ofensa. Não pode.” Esses argumentos poderiam ser considerados normais se INRI CRISTO não tivesse obtido o reconhecimento oficial de sua identidade na instância superior. Mas porque a vitória foi inexorável, como se verá a seguir, ironicamente o douto Promotor de Justiça nada fez senão reconhecer a majestade do Rei dos Reis INRI CRISTO (Apocalipse c.19 v.16).

Na seqüência, em 30/07/1999, o procurador jurídico de INRI CRISTO recorreu em segunda instância. Em 17/05/2000, os desembargadores do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, inspirados por DEUS, serenamente imparciais, deram provimento ao recurso e, em 24/10/2000, expediram o venerando acórdão determinando a retificação da certidão de nascimento de INRI CRISTO junto ao Cartório de Registros Públicos da Comarca de Indaial (SC), passando a constar em todos os documentos (passaporte, identidade, CPF, etc.) INRI CRISTO. INRI é o nome que Pilatos escreveu sobre sua cabeça quando agonizava na cruz e CRISTO, na tradução do grego, significa o ungido.

Portanto, desvencilhando-se da desconfortável condição de apátrida, INRI CRISTO assumiu em definitivo seus direitos de cidadania ainda no século XX. Sem recurso algum (posto que não possui bens materiais nem jamais possuirá), vivendo sob a égide da Divina Providência, esperou durante vinte anos para ter restituído seu inalienável direito à nacionalidade, sem abdicar de sua identidade. Mesmo o procurador jurídico, Dr. Edson Centanini, laborou por ideal, não demandou nenhum centavo de honorários advocatícios.

É curioso e confortante observar que, enquanto presidentes renunciam, ministros de estado, juízes, senadores, deputados gastam fortunas para se defender, usam de mil falcatruas e conchavos almejando esconder seus crimes (e ainda assim são desmascarados, despojados de seus títulos e mordomias), INRI CRISTO atravessou incólume este túnel negro repleto de serpentes, escorpiões e crocodilos romanos. Em vinte anos de espera, sobrepujando ilibado a morosidade da justiça, obteve definitivamente o reconhecimento oficial de sua identidade como INRI CRISTO perante as autoridades terrestres. É o tempo.

INRI é o novo nome do Filho de DEUS. Significa, em latim, Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum. Traduzindo: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus (João c.19 v.19). CRISTO, na tradução do grego, quer dizer o ungido, no singular. Ou seja: INRI CRISTO significa Jesus Nazareno Rei dos Judeus, o Ungido (“Ao que vencer... escreverei sobre ele o nome de meu DEUS... e também o meu novo nome” - Apocalipse c.3 v.12).

Quem divulgar esta mensagem será agraciado com bênçãos do céu.

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Adeí Schmidt
Discípula de INRI CRISTO, Brasilia
Sep 16, 2011

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