Font Size Larger Font Smaller Font

Quando INRI CRISTO chegou à França, expulso da Inglaterra, se alojou no quarto nº 19 do "Hotel des Deux Gares" que se situa na rua do Faubourg Saint-Denis, nº 162, em Paris. E o SENHOR disse-lhe: "É chegado o momento de destruir pelo fogo todos estes documentos, porque o nome neles escrito não corresponde com a verdade, não é teu nome verdadeiro. Até aqui Eu te escondi como um ladrão (Apocalipse cap.3 vers.3) através destes documentos para te proteger dos herodes deste século, que são os príncipes das igrejas e os falsos profetas; mas agora é necessário que os destrua pelo fogo, a começar pelo passaporte. Agora se inicia o período mais doloroso de tua reprovação, pois, sem documentos, todos te repudiarão, à exceção de alguns filhos meus que te reconhecerão. Serás prisioneiro, expulso e humilhado, mas Eu serei contigo e, no final de teu padecimento e reprovação, farei com que as autoridades terrestres te concedam documentos oficiais com o teu legítimo nome que pagaste com teu sangue na cruz. E, a partir daquele dia, será maldito qualquer ser vivente que te chamar por outro nome após tomar consciência de tua verdadeira identidade e de teu verdadeiro nome, que é INRI CRISTO."

INRI CRISTO, após cumprir a vontade de seu PAI, SENHOR e DEUS, teve que abandonar o hotel sem documentos e sem destino, porque assim sua condição pecuniária o exigia e, caminhando nas ruas de Paris - cidade sem alma como todas as metrópoles contemporâneas -, ao entardecer, justo no momento em que começava a lhe atormentar a idéia de não ter um lugar para reclinar a cabeça, encontrou um marroquino que, no desespero de sua moléstia incurável, foi agraciado com um lampejo de luz e, reconhecendo-o, suplicou-lhe: "Liberta-me de minhas dores e de minhas enfermidades". E INRI CRISTO, compadecido, prontamente colocou as mãos sobre sua cabeça e disse: "De acordo com tua fé estás curado".

E, das entranhas de sua peculiar condição de avarento, o marroquino, proprietário de vários edifícios em Paris, ofertou-lhe dez francos franceses. Mas INRI CRISTO, pressentindo o ameaçador anoitecer, argumentou que preferia, no lugar de dinheiro, um canto para reclinar a cabeça; e o marroquino levou-o a um velho edifício de sua propriedade. Porém, justo no momento em que o Filho de DEUS recebia a chave de um diminuto apartamento, chegou a polícia que, por falta de documentos, o deteve e, após longo interrogatório, devolveu-o à devoradora noite parisiense.

INRI CRISTO não teve outra alternativa senão voltar ao edifício do marroquino, que, por sua vez, o levou ao hotel "Ibis", explicando que o apartamento que lhe concedera anteriormente já não estava livre; e no hotel "Ibis" o marroquino pagou antecipadamente, em presença de INRI CRISTO, um quarto. E quando ele despediu-se do marroquino, recebeu um convite de um cristão libanês, que o reconhecera, para fazer uma pequena refeição. Nesse instante se aproximou uma viatura da polícia e novamente levou o Filho de DEUS, desta vez para um caminhão, que tinha instalado em seu interior uma minicentral de polícia. Após o interrogarem minuciosamente, liberaram-no. Porém, em sendo num quarteirão distante e a altas horas da noite, por consideração levaram-no até o hotel "Ibis", cujo porteiro falou que o quarto já não estava disponível. E a polícia, indignada, retrucou: "Como é possível, se foi pago antecipadamente?", recebendo como resposta: "Isso é problema do porteiro predecessor." E INRI CRISTO foi devolvido à sodomista e gomorrenta noite de Paris.

Todavia, cansado e com fome, entrou num bar, destes que ficam abertos até o alvorecer para atender os amantes da noite, ou seja, os boêmios e as prostitutas. Estes pecadores, na profundeza de suas misérias, foram tocados por DEUS, que fez brotar a generosidade de seus corações, e deram de beber e comer ao Filho do Homem e ainda reuniram cinqüenta e cinco francos franceses que colocaram em sua sacola, recebendo, mesmo neste ambiente lúgubre, a bênção e o perdão de seus pecados.

Sendo já muito tarde e em fazendo muito tempo que os ponteiros do relógio haviam se cruzado, o cansaço e a dor da reprovação aumentavam, e INRI CRISTO continuou sua pertinaz busca a um lugar para reclinar a cabeça. Passando em frente à "Gare du Nord" de Paris, tentou refugiar-se em seu interior quando foi informado que naquele local não poderia permanecer.

Em seguida encontrou Michel, o primeiro homem que lhe concedera atenção quando de sua chegada a Paris e, ao ser indagado por este sobre o que estava fazendo naquele local àquela hora da noite, explicou então sua condição e contou parte de sua história. E Michel disse-lhe que, com aqueles cinqüenta e cinco francos que os boêmios e as prostitutas lhe deram, talvez fosse possível pagar um quarto num modesto hotel, e o convidou a acompanhá-lo em seu automóvel Citroën; e, juntos, iniciaram uma nova busca. Não obstante, de hotel em hotel, a resposta era invariavelmente a mesma: "Lotado! Lotado!", sendo que alguns já tinham até uma placa com essa abominável palavra escrita: "Lotado!"...

A uma certa altura Michel desanimou e disse que estava cansado e precisava dormir. Apesar de viver só em seu apartamento, não poderia levar INRI CRISTO para lá porque temia a reação reprovadora de seus vizinhos. E o Filho de DEUS, não suportando mais a fadiga, disse-lhe: "Então deixa-me dormir em teu automóvel?" No entanto, Michel, ansioso para se livrar de tão pesarosa e incômoda companhia, retrucou imperativa e decididamente: "Não! É muito perigoso. Se a polícia te encontrar, prende meu automóvel, porque tu não tens documentos." Ato contínuo, parou seu Citroën negro, abriu a porta e, devolvendo INRI CRISTO à noite, disse-lhe em tom irrefutável e autoritário: "Perdão, eu necessito dormir!"

Então, o Filho de DEUS entrou em outro bar promíscuo e se refugiou entre os rufiões, boêmios e prostitutas para escapar do frio que, na madrugada, era ainda mais cortante; e, quando ele buscava compreensão nas prostitutas e nos boêmios para a dor e para as agruras da reprovação, um socialista espanhol se aproximou e, contemplando sua túnica branca, disse-lhe: "Eu não creio em DEUS mas, se tu quiseres, assim mesmo te levo para dormir em meu apartamento".

A estas alturas o sol já insinuava insistentemente com o despontar de seus primeiros raios, na iminência de romper a aurora; e INRI CRISTO não titubeou: levantou-se da mesa imediatamente e, junto com o socialista espanhol, caminhou em direção à estação do metrô. Lá chegando, lhe foi informado que faltavam quinze minutos para as seis horas, quando partiria o primeiro metrô. INRI CRISTO se dispôs a esperar pacientemente, enchendo seu coração de um novo alento, pois, aparentemente, estava na véspera de repousar seu corpo cansado, e divagava sobre o preço alto que pagava por haver reencarnado no século dos corações duros quando, repentinamente, o socialista espanhol saiu numa fulminante e vertiginosa carreira, sem olhar para trás.

INRI CRISTO, na iminência de desfalecer, foi surpreendido pela intercessão de seu PAI, SENHOR e DEUS, que, consolando-o e fortalecendo-o, justificou tão tenebrosa e angustiante noite com as seguintes palavras: "Anima-te, meu filho, anima-te! Toda esta dor é necessária para que tenhas consciência da legitimidade de tua identidade, e que ao Filho do Homem não é dado ter onde reclinar a cabeça"; e ordenou-lhe que se dirigisse à "Gare de Montparnasse" e que utilizasse seus últimos recursos para comprar uma passagem de trem até a pequena cidade de Rambouillet, situada no departamento de Yvelines.

Chegando a Rambouillet, deparou de novo com a dureza do coração humano e, não encontrando ninguém que lhe ofertasse um abrigo para repousar, foi conduzido por seu PAI, SENHOR e DEUS à floresta de Rambouillet. E, ao embrenhar-se para o interior da floresta, percebera que o dia se findara e que, quanto mais as horas passavam, mais inoportuna e ameaçadora era a visita do frio. Ao mesmo tempo que contemplava, extasiado, a beleza do firmamento e o encanto das estrelas bem como a natureza à sua volta, agradecido a seu PAI por toda maravilha e sublimidade arquitetada com deslumbrante perfeição, num doloroso paradoxo, teve que se render à cruel realidade do estremecimento de seu corpo, que reclamava do frio, cada vez mais intolerável.

Tentou refugiar-se debaixo de uma árvore que, inerte e indiferente por sua própria condição vegetativa, não lhe concedeu nenhum calor. Cobriu-se então com seu inseparável manto que até aquele momento lhe servira de lençol; sendo, porém, mais curto que seu corpo, quando cobria os pés a cabeça ficava ao relento e, ao cobrir a cabeça, os pés endureciam de frio. Escondeu a cabeça dentro de sua sacola, mas, sufocado, percebeu que era impraticável. O frio era cada vez mais impiedoso e a terra na qual tentava repousar seu corpo, ao invés de protegê-lo, em sua natural inércia ainda sugava o calor que seu corpo produzia.

Quando lhe estava sendo facultado compreender como é tenebroso o flagelo do frio em se estando desabrigado e sem agasalho, como derradeira e única opção invocou seu PAI, SENHOR e DEUS, ajoelhando-se, e humildemente lhe perguntou: "Ó PAI, por que permites que estas coisas se passem comigo? Que devo fazer?" E, neste cruciante momento de extrema alucinação, seu corpo foi possuído por um calor transcendental que se confundia com o gozo delirante da veemente e inefável manifestação e materialização do CRIADOR Supremo, que, escutando as súplicas de seu Filho, disse-lhe: "Meu filho amado, Eu te conduzi a este local e te sujeitei a estas provas para te dar poder também sobre o frio para que, no cumprimento da difícil missão que te confiei, não temas nem mesmo as adversidades climáticas".

E INRI CRISTO, o Filho de DEUS, protegido pelo calor divino, a partir daquele instante dormiu tranqüilamente, sendo despertado unicamente pelo canto dos pássaros que anunciavam o nascimento de um novo dia.

Quem divulgar esta mensagem será agraciado com bênçãos do céu.

anuncio inri tv menor

DOAÇÕES À SOUST

Veja como participar da
missão de INRI CRISTO

Para refletir...

Font Size Larger Font Smaller Font

"Quem é escravo do luxo e do conforto não consegue vivenciar o prazer das pequenas coisas, o deleite de cultivar a simplicidade, que é o último degrau da sabedoria."

INRI CRISTO

Newsletter da SOUST

Digite seu e-mail:


RSS Feed Image Inri Cristo via RSS

Depoimentos

As palavras de INRI CRISTO refletem o mais elevado estado de lucidez, coerência, realismo. Que as mensagens de INRI neste site possam tocar os corações e iluminar as consciências. Num mundo conturbado pela violência, incompreensão, preconceitos, antagonismos... é necessário abrir as portas da espiritualidade para desfrutarmos momentos de alegria e paz interior, que nos fortalecem e nos tornam mais humanos.

Adeí Schmidt
Discípula de INRI CRISTO, Brasilia
Sep 16, 2011

Visitantes online

Nós temos 51 visitantes online

Redes sociais:

  • Facebook Page: 139052659514125
  • Flickr: inricristo
  • Twitter: _INRICRISTO
  • Vimeo: 27506247
  • YouTube: INRICRISTOnaWeb

banner app inricristonaweb

SOUST - Uma escola mística e filosófica

A SOUST é uma Escola Mística e Filosófica onde o Mentor Regente INRI CRISTO ensina os seres humanos a viver harmoniosamente em simbiose com DEUS, coerente com o que disse há dois mil anos e suas palavras valem para sempre: "Buscai, pois, o Reino de DEUS e sua justiça, e todas as outras coisas vos serão dadas por acréscimo" (Mateus c.6 v.33).

Leia mais

 

Como participar da missão de INRI CRISTO?